sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

certeza cética.


Hume no caráter de discussão filosófica que se pretende abordar com o início de uma clara exposição que passeia por reflexões indagações e conclusões filosóficas,abrangendo o tema da religião, a prova da existência de deus,caracterizando as exposições de ideias através de conversações entre três personagens;Filo,Cleantes,Demea.
Posto em pratica através de diálogos,em uma suavidade dialética,passeia por conceitos dogmáticos racionalistas e trata das fragilidades dos argumentos que permeiam as certezas das doutrinas religiosas vigentes em época.
Tratando de um tema amplo que não se restringe a um único nível de abordagem e determinação de respostas,Hume nos brinda com clareza de lucidez lógica reflexiva.
Partindo do argumento do desígnio proposto como prova da existência de deus por Clentes,e de sua analogia de uma causa inteligente, fundamento de toda as coisas criadas,esclarece através de filo, o possível representante da doutrina do autor, a fragilidade de tais argumentos.
Cleantes defende a semelhança na concepção de deus no homem; A capacidade do entendimento humano conhecer e participar da onipotência divina,o que permeia as concepções dos filósofos que trataram do assunto e as concepções dos teólogos vigentes.Cleantes parte da fundamentação a posteriori,através de analogia relacionadas com a experiência,como por exemplo,a construção de uma casa e seu autor inteligente,tenta transferir para o universo criado e o seu criador inteligível. Filo argumenta no próprio terreno de Cleantes e explicita a geração contínua incessante da natureza e a não necessidade de uma causa primeira inteligente criadora de mesma.
Demea concebe a crença na existência de deus como um mistério almejado pela fé,a incapacidade de conceber as infinitudes de um ser sublime através do finito e frágil entendimento humano.
Ao aventurar-se longe da fronteira da experiência,nos limites do inefável,o entendimento humano, é frágil e falacioso.Aqui Demea assemelha-se a Filo.
Filo vem esboçar a fragilidade nos discursos falaciosos quando o entendimento humano visa enumerar qualidades e atributos humanos ao ser divino,visão antropomórfica defendida por Cleantes.
Pondo em dúvida e esclarecendo a relatividade das certezas estabelecidas pelos racionalistas e dogmáticos,Hume imprimi o carater da rigidez cética para investigar os princípios que fundamentam a religião,com lucidez,demonstra a fragilidade e conclusões precipitadas nas concepções religiosas apoiadas em um deus para estabelecer os princípios morais que fundamentam as religiões, os passos e as ações de quem segue suas inclinações.
Diálogos que revelam uma elegante abordagem,polemizando e abrindo caminhos de reflexões,para um tema,por si só problemático.
Hume passeia e desata os nós das certezas já estipuladas pelas teologias e algumas filosofias.
Ao argumento de Cleante,o argumento do desígnio,visando uma prova a posteriri na experiência,relacionando a semelhança do homem em Deus.Criação como o desígnio consciente da parte de um criador dotado de inteligência .Filo contrapõe com o argumento de extrema sutileza e precisão lógica,baseado na condição imperfeita humana,diante de misérias e efemeridades,através desse argumento filo quebra com todo esforço de Cleantes e em parte com os de Demea;que visa um ordenador sublime e dotado de caracteres os quais os homens assemelham-se,em diferentes graus de perfeição.
Hume aqui desvela o véu que obscurece as interpretações de todas as crenças religiosas que proclamam o homem em semelhança com deus , o antropomorfismo apresentado por Cleante é ameaçado em seus fundamentos.
Ao abordar um tema amplo e polémico em forma de diálogo,Hume trabalha o tema da prova da existência de deus deixando fluir sem uma nítida determinação de escolha entre uma reflexão ou outra,deixa livre a abordagem sobre a religião;mas,com uma rigorosa reflexão e uma certa dose de ironia,esboça o seu pensamento no ponto de vista do persona Filo. Explicitando, combatendo e revelando a incosistencia dos argumentos que revelam as certezas de um deus e as revelações de todo o conhecimento de deus e a sua existência tomada como um carater errefutável,estabelecendo a incapacidade do entendimento,de possuir uma razão sublime e capaz de provar por ela mesma,em semelhança com um ser divino,Hume problematiza os fundamentos religiosos bem como o de toda forma de conhecer humano.
Tratando da relatividade e inconstância das proposições religiosas e a relatividades dos conceitos que a determinam,dando-lhe um falacioso ar de soberana sapiência e certeza dogmática.
Hume propõe uma nova tomada de reflexão,uma reflexão sobre o entendimento humano,sobre a postura diante das certezas adequadas ao saber soberano,diante das certezas racionais-dogmáticas,Hume estabelece o rigor e a precisão dos argumentos céticos do hábito,da associação de ideias e dos meros psicologismos que engendram a razão humana.

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