terça-feira, 17 de abril de 2012







Andar por aí


Subúrbio da rotina





expectar



quarta-feira, 14 de março de 2012


Outra maneira de convivência humana-natureza aparece de forma latente para a transformação da comunidade humana na alvorada das modificações constantes em nossas formas de habitar o planeta!
Transformações modificaram e modificarão nossa maneira de convivência com a natureza, em alguns momentos pertencíamos e dependíamos apenas da natureza para sobreviver,mudanças ocorreram,criamos a cultura; essa segunda natureza, desterritorializando e dessacralizando a Natureza!
Novos rumos são urgentes para uma melhor estadia em nossa pátria comum; a Terra. Repensar a relação humana-natureza é viabilizar um debate ético estético e existencial de construção da dignidade humana.
Religar os fios que tecem Cosmos e polis, é permitir que a ética da existência seja construída na forma dialógica de respeito e comunhão com a Terra.
Viabilizar caminhos abertos ao pensamento, na tentativa de construção de um espaço Ético e Humano, é a experiência constante do zelo com nossa dignidade. O pensamento filosófico, como amante da sabedoria, viabiliza o encontro com a unidade fundamental da vida.
Indubitavelmente a questão ecológica, de certa forma, relativa às demais questões, explicitar a reflexão filosófica dessa questão é almejar um diálogo plural com formas de vida, reforçando e ampliando qualitativamente as vivencias sociais.
Pensar a relação homem natureza reinventando e retomando maneiras originarias de agir, numa dialogicidade constante com a Filosofia é realçar a importância da questão ético-ecológica em novos rumos para a jornada humana!
Desenvolver essa questão é renovar os laços de comum pertencimento humano ético ecológico, viabilizando assim novos rumos na construção de uma relação social vinculada ao espaço soberano da liberdade-cidadã; reorientando a conduta de forma mais livre e autêntica. Propondo unir as transformações das estruturas sociais, ao desenvolvimento pessoal, vincula-se a necessidade de construção de um espaço que respeite e contemple o direito de existência de cada ser. Pensar nossa ética; nossa morada é desenvolver o sentindo mesmo de uma reflexão sobre a existência humana, criando uma nova maneira de habitar o mundo, longe da concepção instrumentalista da natureza e dominadora do ser humano sobre todas as coisas; antes propondo a interdependência de seres e coisas que compartilham da existência em nossa morada comum a Terra.

iuri aguiar dunham.

terça-feira, 13 de março de 2012


Celebração constante
Dança do dia    
Segredo na vida

Polos  vazios
Reunião dos dois
Sensação serena

Silêncio da manhã 
Cheiro de mato  
Caminho desperto


àguiar

segunda-feira, 5 de março de 2012


A morte ronda-nos
   E faz da atitude para abraçá-la
      Uma contínua atitude de desespero
         Coragem na despedida
              Tudo já estar partido
                   Só nos resta um olho
           lá no fundo,
a nos observar
       sem medo.
Sidney Zaratustra; Iluminuras,96.

Iluminuras
Rápido movimento de olhos
Imagens retorcidas...
Gotas de prazer
Rompem com o quieto

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Silêncio que Fala e Revela

Experiência interna em conformidade com o objeto,suspensão diante o vazio, concordância com o mesmo.

Silêncio uma atitude de desfrute do sentido claro e inexprimível de ser.
Ressonância do que transcende o sentido do já determinado,irradiação da possibilidade vindoura,flecha mágica que atravessa o porvir.

Eminentemente o silêncio não se caracteriza pela ausência de som,e sim pela possibilidade do instante inebriado de doçura.

Uma jornada mística de retorno ao si mesmo,um convite ao passeio pelo estado de espírito sensível a mínima tonalidade,prolongando o ritmo contínuo do universo .


Uma ascese ao poder ser ,o silêncio revela a música, o tempo, a eternidade, equilíbrio de si diante a caosmótica apresentação da realidade ,momento clarificador da jornada heróica dos homens no destino das constantes transformações .

Segundo um proverbio persa a palavra semeia o silêncio colhe,uma plenitude da ordem interior,da unidade que experimentamos,possibilitando reveladoras potencialidades de nossa própria natureza.

Uma experiência que abre a consciência a  outra dimensão do próprio homem e da vida o silêncio estimula a reflexão do que se vê é pode ser ...

Estar em consonância com o mundo que ultrapassa toda determinação do humano,é uma experiência constante de quem desfruta do oculto mistério de viver o que se é.

Estar em silêncio é poder saborear a luz de ser comunhão.

iuri

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Parque de Pituaçu I

Quem cuida mesmo do Parque de Pituaçu? 

Quem costuma andar por essas paisagens já deve ter percebido o quanto por aqui está tudo mudado.

Lagoa com água poluída represa seca barranco desmoronando, represa de Pituaçu agonizando,moradores locais sofrem com perseguição e  violência...

O mais comum é feito; O poder público/privada acusa as comunidades em torno do parque de o degradarem,no entanto as  obras feitas pelos que deveriam zelar pelo parque acabam com sua naturalidade, impermeabilidade do solo,parquinhos na chegada,maquinas barulhentas,tudo visando deslumbre do visitante que não se aventura mais à fundo na mata fechada.

O impacto é latente quando olhamos para a lagoa sem poder tomar banho... Quem nos garante um banho? E sobre a qualidade da água? E a Represa de Pituaçu? Lamentos...

Lembro que quando criança nos moradores da Comunidade do Alto do São João(comunidade essa ameaçada e ignorada pelo poder público),sempre que íamos banhar nas águas da lagoa de Pituaçu,e se por ventura esta estivesse com uma espuma de sujeira (escuma de sapo,era assim que chamávamos)não tomávamos banho.Rezava a lenda que alguém iria ser tragado pela lagoa seus mistérios e encantos.Penso ser esta uma maneira de reverencia e respeito com a natureza que nos envolvia em comunhão constante.

Hoje a comunidade vive amedrontada,repressão do braço armado do governo,dirigentes das instituições que se dizem competentes acusam-nos de invasores,incitando assim uma atitude de ojeriza com as comunidades do Alto do São João e Bate-Facho.

Essas comunidades já existiam muito antes do decreto de lei que criou institucionalmente o Parque Metropolitano de Pituaçu,que data de 1973,e sempre viveu em comum pertencimento com a natureza ao redor, dependíamos da água da Lagoa para a sobrevivência,afinal de contas bebíamos dessa fonte divina e generosa.Agora vem um papo de remanejar os moradores,como numa limpeza tendenciosa,como numa limpeza étnica,pobre/preto sobram! O assustador é que o poder público incita a opinião pública para execrar tais comunidades,numa atitude de autoritarismo.

É importante frisar que uma comunidade(e qualquer comunidade)onde o poder público não fornece os benefícios da suposta democracia,cedo ou tarde irá desprezar o próprio valor humano, e com nossa comunidade tem sido assim. Nunca existiu nenhuma atenção com a Ecologia Humana aqui presente,sem coleta de lixo,muitos acabam fazendo de sua própria morada um lixão,será que querem viver assim? Na verdade isso somente ocorre devido à falta de pulso e organização de nossa política que visa mais  o partido que o bem comum-social, na verdade é uma política partidária e não política de verdade.


Um Parque com tamanha exuberância e esplendor,abrigando uma área imensa de mata atlântica,obras artísticas,fauna e flora plural,deveria impulsionar uma estética de forma de vida bela  refletindo a dignidade das pessoas que moram no entorno  do parque,fazendo uma integração da ecologia ambiental com a ecologia humana.Proponho uma reflexão com dirigentes e o poder público,em conjunto com moradores locais,visando uma melhor integração,para viabilizar um fazer humano/social/ecológico á altura desse lugar encantado!  De imediato se faz prioritário amparar as pessoas dessas comunidades,oferecendo esclarecimentos e sociabilidade  digna de um ser humano priorizando o uso ecológico  e sustentável dos recursos naturais. Uma comunidade participativa é aliada no processo de zelo e cuidado com o Parque e sua Sagrada morada.


Assim, poderíamos integrar moradores da comunidade como cidadãos atuantes,promovendo qualificação local,para atuarem em horta comunitária(que amenizaria a fome e rentabilidade local),fazer expedições pela mata como guias ecológicos já que conhecem como poucos cada cantinho dessa natureza(viabilizando assim uma segura e confiante jornada pelo parque),fazendo do passeio ecológico uma aventura prazerosa e segura.Teria muito mais eficácia que uma traumática  desrespeitosa remoção dos moradores que amam e não sabem viver em outro local. 


Apenas alguns esboços do que se pode atuar numa imensa reserva ecológica dentro do perímetro urbano de Salvador.O ponto de equilíbrio se estabelece quando o humano e o ambiental se perfazem em harmonia,enaltecendo a participação nas decisões  e atuações no sentido de um comum pertencer entre Parque de Pituaçu e comunidades locais e próximas ao Parque.




iuri aguiar dunham.






domingo, 15 de janeiro de 2012

O cheiro da vida é silencio a espera do dia é o meio do caminho o sorriso brilha na mata repleta sinfonia serena dos bichos e grilos imensidão de descoberta cores sabores brisa suave renova o entusiasmo.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Intensidades


Lembrando o traço e a linha
que a vida percorre no labirinto das certezas
Ao abismo cabe o lançar-se enlaçando-se no encanto ao outro
Possibilidade mesma de Encontro
outro meio de encontrar minha própria fonte
Na noite escura fulgura a chama
da Humildade lugar de encontro