quarta-feira, 29 de abril de 2015

O educador encontra no compartilhar de afetos o encanto da efetivação do processo cognitivo e sensível do educar. Para isso se faz necessário a escuta do outro, ouvindo o ego de suas palavras, e entender também que sua fala pode ser mutismo, e seu silêncio uma fala que abre espaço para a reflexão do educando.

Uma falar que se torna mutismo está vinculado ao não cuidar do educando, ao não valorizar os conhecimentos e leituras do educando o educador cai em um estado de fala sem eco, uma fala que na diz, não revela e nem mostra o educando como caminho de encontro.

Deixar abertas perguntas sem fechar nem defender um ponto de vista é desenvolver o cuidado e acolhimento com a palavra do educando, incentivando e desenvolvendo atividade de pensar, e repensando posturas estagnadas do educador. Nossa postura enquanto educador deve estar aberta ao momento e experiência cognitiva do educando em constante movimento, um devir que deve ser valorizado e impulsionado, pois essa é a possibilidade da reflexão, do desenvolvimento da aprendizagem investigativa e o sentido de pertencer a uma comunidade aberta a crítica e a renovação criativa sobre o mundo