
Wittgenstein,através do argumento da linguagem privada,trás à tona o problema de uma linguagem apenas referida ao ego,sem relação com o signo ao qual pretende significar,um jogo linguístico no qual se pratica sozinho,fala-se para si mesmo,sem importar-se com a relação inter-subjetiva necessária para o entendimento de tal possível jogo.
essa maneira de estabelecer uma linguagem privada,apenas consistem sensações imediatas,algo que diz respeito apenas ao sujeito cognoscente,como diz wittgenstein: "é como paciência se joga sozinho." Não se faz referência real ao signo externo,sua referência é apenas mental,subjetiva.Dessa forma, a filosofia seria um discurso separado do mundo. Ao afirmar que "os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo",Wittgenstein não pretendia com isso relegar a filosofia ao mero solipsismo,antes porém,estava ocupando-se de traçar um encadeamento entre o dizer e o mostrar o mundo inter-subjetivo.
A linguagem pode ser apreendida com a definição ostensiva dos nomes,uma compreensão interna do significado,uma compreensão particular,deve ser estendida às coisas e seus significados.Logo deve haver algo no mundo em que possa-se mostrar,dizer.Que isto não é apenas a significância privada,é necessário que haja algo no mundo que aludo com a palavra aprendida ostensivamente.
A Filosofia dessa maneira redimensiona suas bases,realçando a importância de dirigir-se ao mundo "comum" em que se vive,ao mundo que relaciona pessoas,nomes,signos,significdos,em uma constante relação com os outros.Aqui a Filosofoa ganha do referir-se a vivência partilhada,ao discurso público,e não meramente a compreensão particular de uma ideia de um sujeito cognoscente.
Wittgenstein contribui fortemente para a leitura do significado sentencial,do sentido sentencial, no mundo vivido em comum pelos homens, e assim o discurso inter-subjetivo realça a importância de um nós ,e de alguma maneira do conhecimento compartilhado na linguagem pública.
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